sexta-feira, 28 de maio de 2010

Cerca de 85% de pessoas acreditam em DEUS ou outros deuses,mas as vezes tem pessoas que não gostam de outras religiões que brigam e até fazem guerras ,também tem autores de livros e mais analisam e vem as 12 principais religiões como o BUDISMO,CONFUCIONISMO,CRISTIANISMO,INDUISMO e varias outras.Também tem os símbolos os DEUSES ,como o BUDA,JESUS CRISTO,mas cada religião tem seu jeito de se comandar e se comunicar. Mas todas as religiões por um lado partem de preceitos éticos que priorizam o perdão a honestidade e a humildade. Religião é a palavra portuguesa derivada da palavra latina religio essa palavra foi usada durante séculos no conjunto cultural da Europa,junto da presença do CRISTIANISMO independente da origem do termo que é adotado para seguir qualquer conjunto de crenças e o valor da fé. Desconhece-se ao certo que relações estabelecem religio com outros vocábulos. Aparenta mente no mundo latino anterior ao nascimento do CRISTIANISMO, religio referia-se a um estilo de comportamento marcado pela rigidez e pela precisão. A palavra religião foi usada durante séculos no contexto cultural da Europa,marcado pela presença do CRISTIANISMO que se apropriou do termo latino religio. De acordo com Kirpal Singh” Há um e somente um caminho

em direção a Deus, igual

para todos, ricos e

pobres, altos e baixos,

letrados e iletrados,

orientais ou ocidentais,

lapões do Norte ou

bosquímanos do Sul.”

De acordo com Rubem César Fernandes” Esse tipo de visão, que tem sido hegemônica até agora, julgaria por exemplo uma

distonia espiritual que um tipo de exercício de ioga criado na Índia para ser feito ao ar livre,

numa choupana ou debaixo de uma mangueira, seja feito no 20º andar de um edifício, num

quarto com ar condicionado, fato já comum nas nossas capitais. Entretanto, como bem

mostra Rubem César Fernandes em artigo recente (1988), a coincidência entre o ciclo da

natureza e o ciclo do calendário litúrgico cristão (Páscoa, Natal, etc.), constitutiva da

tradição religiosa do Ocidente, foi também desfeita no Brasil. A Páscoa no Brasil,

argumenta Rubem César, não coincide com o ciclo das estações da mesma forma que na

Europa, discordando, portanto, da polissemia própria do catolicismo europeu. Ou seja,

assim como a ioga, o catolicismo no Brasil também contrariou sua ecologia européia

original e esse tipo de reconhecimento deve contribuir, a partir de agora, para uma visão

menos etnocêntrica da diversidade religiosa brasileira.

É aí que vejo a primeira mudança substantiva a ser introduzida: a ênfase no

relativismo dos valores como um passo orientador de uma nova direção de abordagem,

demandando uma flexibilidade de visão por parte do sujeito que interage com esse mundo

complexo. É claro que essa postura ainda se restringe sobretudo ao mundo dos especialistas

e daquelas lideranças religiosas mais preocupadas com o diálogo e com a compreensão do

campo como um todo; infelizmente, uma grande parte das pessoas ainda resiste com uma

visão mais monológica, menos pluralista.

Note-se porém que, para alguns, a mera enumeração atual da dimensão da

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pluralidade quase a transforma numa interpretação em si mesma. E este risco é constante,

de pensar que somente ao descrevê-la já a estejamos entendendo, tal a novidade da sua

descrição. Entretanto, frente a esse risco, devemos, depois de familiarizados com um

mundo radicalmente plural, descentrado, efetivamente polifônico, como diria Bakhtin,

avançar para além da simples constatação da polifonia. E é nesse sentido que me proponho

formular uma interpretação totalizante da situação recente da religiosidade no Brasil.

Um papel fundamental ocupa agora a mídia, que antes nos informava, apenas, sobre

a existência de pluralidade ao nosso redor. Ela já ampliou o escopo do seu discurso - e que

nem sequer é um discurso analítico - a ponto de gerar, de duplicar, por sua própria conta, o

próprio campo do diverso através do hiperrealismo, ou da lógica do simulacro, como

argumenta Jean Beaudrillard. Ela nos faz conviver com a necessidade de se refazer

constantemente, não tanto o significado, mas a semiótica, o invólucro, o formato das coisas,

das instituições, das práticas religiosas. A renovação constante da semiose é uma

característica do estilo contemporâneo de vida, sendo um processo que extravasa, inclusive,

o campo religioso, apesar de nele rebater-se constantemente.

Assim, nas sociedades como o Brasil, que participam intensamente do circuito

transnacional do consumo, a diversidade de estilos de vida e de instituições é

surpreendente. Existem programas e orientações didáticas da própria mídia interessados em

mapear, para o público, esse incessante caleidoscópio de novidades. Por sua vez, esses

mapeamentos sóem levar a certas distorções na visibilidade aparente de algumas coisas ou

na importância relativa de todas essas vozes que ecoam ao mesmo tempo. Penso, por

exemplo, num programa de TV que vi há algum tempo sobre uma seita satânica em São

Paulo. O documentário não me informou sobre o número de participantes das seitas de

satanismo no Brasil: serão 200, 400, 5.000, 100.000? É o dilema da visibilidade relativa: de

repente, uma seita que pode ter um número pequeno de pessoas, aparece, para a soceidade

como um todo, como maior que um movimento que congrega milhões e isso devido

exclusivamente a um fator externo ao seu poder específico de recrutamento e de eficácia

simbólica: a exposição à mídia.

Para ampliar nossa compreensão dessa pluralidade atual do campo religioso, faz-se

imprescindível, então, dispor de censos atualizados, de constantes pesquisas de agregados.

Só dessa forma poderemos nos situar corretamente diante da disparidade das visibilidades

qualitativas. Entre grupos esotéricos de que apenas sabemos o nome e canais inteiros de

rádio e TV dedicados à produção de uma semiótica de tipo religioso, temos que nos

habituar, necessariamente, a partir de agora, a aprender a mover-nos entre o quantitativo e o

qualitativo, entre o discreto e o espetacular, entre o real e o hiperreal, entre a realidade e o

simulacro, entre o comum e o exótico.

Devo esclarecer, para evitar posteriores mal-entendidos conceituais, que quando

falo de religiões refiro-me a sistemas articulados de crenças e de explicação do mundo, que

podem se manifestar, nos casos mais fechados, em forma de dogmas ou, em casos mais

abertos, em forma de representações coletivas, para usar uma expressão cara às teorias

sociológicas e antropológicas da religião. Por outro lado, espiritualidade é, para mim, a

maneira como um determinado indivíduo internaliza, desenvolve, de um modo sempre

idiossincrático, aquela particular via ou modelo de união (ou de re-ligação, para

lembrarmos a origem do termo) proposto pela religião a que adere. Assim, espiritualidade

já implica uma dimensão de subjetividade trabalhada, de experiência que transcende a

norma ou a expectativa formal da comunidade. Enfim, pode-se ser religioso, no sentido de

assiduidade de participação, sem que se tenha uma espiritualidade muito desenvolvida.”

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